História

HISTÓRIA DA ORIGEM DE SÃO JOSÉ DO EGITO – PE

Berço de poetas, as origens de São José do Egito remontam à década de trinta do século XIX, quando, por volta de 1830, alguns fazendeiros das cabeceiras do Rio Pajeú fixaram residência no vale meridional da Serra da Borborema, na confluência do riacho São Felipe com o Pajeú.

Ali, os fazendeiros locais ergueram uma capela de taipa dedicada a São José. Em torno da capela, iniciou-se um povoamento que serviu de célula para a criação do município.

São José recebeu diferentes nomenclaturas ao longo de sua história. Inicialmente, foi batizada como Queimadas; em seguida, São José das Queimadas; na sequência, São José da Ingazeira e, por fim, São José do Egito.

Em 1838, o fazendeiro Inácio do Nascimento de Souza cedeu um terreno para a construção de uma igreja maior; em 1839, um missionário capuchinho deu início a uma campanha para a construção de uma nova igreja para a comunidade, que fora concluída em 1865. A partir daí, denominou-se o lugar de São José das Queimadas.

O primeiro reconhecimento oficial se deu em 21 de março de 1872, com a Lei provincial nº 1.028 criou a Freguesia de São José da Ingazeira. Com isso, o território foi desmembrado da antiga Ingazeira (hoje Afogados da Ingazeira), passando a ter autonomia religiosa, Igreja Matriz e vigário próprio.

A emancipação política ocorreu em 26 de maio de 1877, a partir da Lei provincial que criou o Município de São José da Ingazeira.

É importante dizer que, durante o Império, a emancipação política se originava com a lei que criava o município, ainda que a instalação administrativa fosse posterior.

A Lei provincial nº 1.428, de 27 de maio de 1879, criou o Termo de São José da Ingazeira.

No sistema administrativo do Império, o Termo significava a divisão legal que delimitava o município, bem como de sua jurisdição administrativa.

A Lei provincial nº 1.516, de 11 de abril de 1881, determinou que “o Termo de São José da Ingazeira terá o nome de São José do Egito”, surgindo assim, a atual denominação de nossa cidade.

24 de abril de 1883 - Primeiros vereadores
  • Inocêncio Pais de Lira
  • Pedro Bernardo da Rocha
  • Paulo Rafael da Cruz
  • Paulo Soares da Silva
  • Clemente de Siqueira
  • João Leite do Nascimento
  • Tomaz

A Lei provincial nº 1.761, de 05 de julho de 1883, criou a Vila de São José do Egito.

Pelas leis do Império, a vila representava a cede do município, equivalente à cidade.

Em 12 de março de 1884 foi instalado o foro civil do Termo:
  • Juiz de direito: Dr. Levino Vieira de Macedo Lima
  • Promotor público: Dr. José Teodor Cordeiro
Primeiro governo republicano (1893)
  • Prefeito: Paulo Soares da Silva
  • Subprefeito: Bernardo de Sousa Limeira
Organização judiciária (1897)
  • Juiz: Dr. Francisco de Farias Castro
  • Promotor: Dr. Teófilo de Araújo Lima

Pela Lei estadual nº 991, de 30 de junho de 1909, a Vila foi elevada à categoria de cidade.

Os primeiros comerciantes foram de secos e molhados, e as fábricas pioneiras foram de sabão e o beneficiamento de algodão Sanbra (Sociedade algodoeira do Nordeste brasileiro).

Economia
  • A pecuária, durante a década de 1920.
  • O algodão, a partir da década de 1930.
  • Avicultura, a partir dos anos 1970.
  • Comércio e indústria, atualmente.
Aspectos Geográficos e Regionais

Sendo o 3º município mais populoso da Microrregião do Pajeú, atrás apenas de Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, São José está localizada a cerca de 404 km de Recife; latitude 07º28'44" sul e longitude 37º16'28" oeste; altitude de 585 metros; área de 792,000 km².

O clima é semiárido, com temperatura média de 25 °C e precipitação de 607 mm anuais.

População: 31.004 habitantes (Censo 2022).

Divisão territorial
  • Distritos: Sede, Riacho do Meio, Bonfim, Curralinho
  • Povoados: Mundo Novo, São Sebastião do Aguiar, Juazeirinho, Batatas, Vila do Espírito Santo (Serra do Machado)
  • Vilas: Grossos e Olho D’Água
Cultura e poesia

Conhecida nacionalmente por sua forte tradição poética, São José do Egito foi reconhecida como "Terra da Poesia" e "Capital Pernambucana da Poesia" em 2026, por meio da Resolução nº 2135/2025 e da Lei Estadual nº 050/2025.

Grandes nomes como Lourival Batista, Rogaciano Leite, Jó Patriota e outros marcaram a história cultural do município.

Eventos como congressos de violeiros e o Beco de Laura fortalecem essa identidade, além do ensino de poesia na rede municipal desde 2013.

Atividades culturais
  • 02 a 06 de janeiro – Festa de Louro
  • 03 a 06 de janeiro – Festa de Reis
  • Fevereiro – Boi de Severo e Galo da travessa
  • 09 de março – Aniversário e Congresso de violeiros
  • Junho – São João itinerante
  • 17 a 19 de julho – Festa Universitária
  • 26 de julho – Campeonato municipal
  • Dezembro – Natal Luz